Parasitismo
Dizem que é melhor ensinar a pescar do que dar o peixe. No entanto, 99% das pessoas simplesmente não querem aprender, pois preferem parasitar o peixe dos outros constantemente. E se o 1% restante se recusa a dar o próprio peixe de graça, por preferir ensinar a pescar, é acusado de egoísta, individualista, antipático...
Pode-se conjecturar que essa inconsistência de valores é um fator considerável no subdesenvolvimento de uma comunidade. Ela distorce as relações de comércio de informação e mercadoria entre indivíduos: passa a ser normal um custo elevado do ensino (informação), pois há pouca demanda; mas o preço do peixe (mercadoria) não sobe o quanto deveria, por causa da inibição provocada pela inaceitabilidade social de ser considerado egoísta...
Essa distorção provoca a cristalização das relações entre os indivíduos, criando uma rede de parasitismo mútuo que evidentemente desestimula a independência, necessária para a geração de novos conhecimentos e, consequentemente, de desenvolvimento.
Essa conjectura é fortalecida, por exemplo, pelo fato de países desenvolvidos possuírem habitantes considerados emocionalmente mais frios e antipáticos, já que pessoas assim são mais resistentes contra o parasitismo de seus colegas.