Razão e Emoção: Uma Reunificação
Dentre as filosofias de equilíbrio, uma das que possue maior destaque é a da dualidade emoção-razão. A grande questão é que essa dualidade é apenas aparente: razão e emoção não constituem opostos!
Emoção é tudo aquilo que move um indivíduo, que o faz agir. Mas só uma coisa pode fazer um individuo agir: sua
vontade (que em ultima analise pode ser totalmente determinada pelo ambiente... mas essa questão de livre-arbitrio requer uma outra discussão).
E nada além da vontade pode fazer o individuo agir! Portanto este tem, como única opção, o agir emotivamente. O agir racional não passa de um subconjunto de ações emotivas que recebeu um nome especial...
Dessa forma, a dualidade é apenas uma aparência resultante da mente humana pluralizadora de coisas unas. Essa unificação pode ser frequentemente realizada com os pilares de outras teorias de equilíbrio, fazendo com que não haja equilíbrio nenhum afinal...
O Camuflado Medo Equilibrado
Além de promover a mediocrização da sociedade, as teorias-filosofias de equilíbrio abrigam os mais covardes indivíduos.
A maior parte daqueles que sustentam essas filosofias são desprovidos de auto-confiança que tem medo de falhar em seguir suas próprias vontades, buscando então uma fuga na mediocridade de um equilíbrio... (É claro que existem exceções também...)
Vamos deixar o equilíbrio ir embora...
I can´t stand it anymore... Aqueles que dizem que o individuo deve buscar o equilíbrio para obter o sucesso ou ser feliz estão enganados, a não ser que a definição do individuo para
sucesso ou
felicidade seja justamente obter um equilíbrio. Digo
um equilíbrio pois certamente existe uma infinitude deles, tantos quantos forem as arbitrarias escalas de valores que forem criadas...
A resposta para obter o que se deseja é muito mais simples do que sofrer tentando equacionar um suposto equilíbrio para si mesmo: seguir a própria vontade e agir estrategicamente para a satisfação dela!
Um detalhe importante quanto as
teorias do equilíbrio é que elas são fundamentalmente contraditórias! Tudo o que se pode ganhar buscando um equilíbrio comum e pre-estabelecido é a mediocridade. Como um exemplo artístico desse fato, pode-se considerar a escola literária do arcadismo, que buscava justamente o equilíbrio e tinha como lema o
aurea mediocritas (a mediocridade é de ouro).
Então, "vamos deixar as janelas abertas, deixar o equilíbrio ir embora..." (Legião Urbana). Quero ver mais inovação no mundo, nos indivíduos, e celebrar a diversidade!
Uma Contradição Estranha
Meu raciocínio é bastante não-linear, seguindo paralelamente diversos caminhos e pardigmas diferentes para chegar a uma solução para uma dada questão. Apesar disso, sou extremamente fascinado por linguagens formais para expressar e gerar soluções...
A Sensibilidade ao Sofrimento dos Outros
É notavel que individuos demonstrem sensibilidade ao sofrimento de outros da mesma espécie. Aí vai uma explicação evolutiva para esse fato:
Numa interação, um individuo sempre tenta maximizar alguma quantidade para si. As vezes, essa quantidade é maximizada atraves de uma interação colaborativa e, em outras, através de interações não-colaborativas (brigas...), nas quais a vitória frequentemente acarreta sofrimento para os derrotados. Na maioria das vezes, uma atitude colaborativa proporcionará melhor maximização, no entanto nem sempre é trivial distinguir se este é mesmo o caso. Esta dificuldade foi sanada através da seleção natural de individuos que demonstravam sensibilidade ao sofrimento alheio, já que estes então tenderiam a agir de forma mais colaborativa (que resultariam, probabilisticamente em mais ganhos).
Fica então bastante evidente que a sensibilidade ao outro se origina da vontade de maximização de algo para si!
E ainda: interações não-colaborativas não poderiam eventualmente maximizar, mais do que interações colaborativas, o parametro desejado pelos envolvidos? Nesse caso, a predisposição evolutiva para a sensibilidade pode ser nociva a escolha de estratégias...
Convém pensar mais profundamente antes de aceitar decisões geradas por um mecanismo evolutivo probabilistico, que subestima justamente a capacidade dos individuos de avaliar a melhor estratégia em cada caso particular.
Ciência Pura ou Tecnologia
Ultimamente percebi que a Ciência Pura avança muito vagarosamente. Suas teorias demoram séculos para mudar. Talvez eu prefira algo mais dinâmico. E talvez a área tecnológica satisfaça melhor essa preferência. Mas tecnologias inovadoras, é claro... Não tenho muta vontade de disperdiçar meu tempo fazendo coisas repetidas, sejam elas físicas ou mentais...
Aprendizado
Minha professora de alemão é compulsiva em querer que a gente decore e assimile para sempre as coisas que ela ensina. Mas isso não faz sentido! O aprendizado é mais um processo de esquecimento do que de assimilação.
Milhares de informações estão sendo assimiladas pelos sentidos a cada instante. É a habilidade em esquecer e reassimilar condensando e unificando as percepções que constitui um ato eficiente de
aprender!