Poincaré sobre a Ciência
Faz-se ciência com os fatos, como se faz uma casa com pedras, mas uma acumulação de fatos não é ciência, assim como um monte de pedras não é uma casa. - (Henri Poincaré)
Tempo
Tenho todo o tempo do mundo por uma semana...
Semaninha
Ah, como é bom o ócio... Quanto maior a individualização das pessoas, menos sentido faz a existência de
aulas, essencialmente massificantes... É por isso que sempre me acompanham livros de outras matérias a maioria das aulas...
A Consciência como um Circuito Sequencial
A consciência pode ser entendida e modelada como um circuito sequencial de mealy suficientemente complexo.
Estados de Consciência
O que é a vida se não uma sucessão de estados de consciência? Aqueles que buscam a estabilidade e um ideal de perfeição no estado de consciência, buscam em essência a morte...
O que provoca a sucessão?
Equilíbrio
Alguns dividem a vida humana em diversos setores, como: social, profissional, pessoal, acadêmico... E seguem a filosofia de buscar o equilíbrio entre todos esses setores delimitados. Pra que restringir e subdividir a própria existência dessa forma?
Nietzsche sobre a Profundeza
Ser profundo e parecer profundo - Quem sabe que é profundo, busca a clareza; quem deseja parecer profundo para a multidão, procura ser obscuro. Pois a multidão toma por profundo aquilo cujo fundo não vê: ela é medrosa, hesita em entrar na água. - (Nietzsche -
A Gaia Ciência)
Reinterpretando a Realidade
Como sofrer:
1) Estabelecer uma escala de valores.
2) Quando coisas "más" ocorrerem, o sofrimento virá.
Como não sofrer:
1) Verificar empiricamente que talvez os valores sejam arbitrarios, não havendo motivo para a determinação de uma escala.
2) Como não existem coisas "más", o sofrimento não virá.
O princípio da realidade não existe. É o ser humano que o determina, ao estabelecer valores. A constatação desse fato liberta-o, permitindo uma reinterpretação onipotente da realidade. Sofrimento e seu oposto deixam de fazer sentido.
Previsibilidade
Algumas pessoas são mais previsíveis que objetos inanimados...
Pancadaria Mental: Etiqueta da Discussão Formal
Existe um punhado de comportamentos que são considerados elegantes durante uma discussão (troca de idéias) entre as pessoas, constituindo uma
etiqueta da discussão formal. No entanto, essa elegância desestimula mecanismos geradores de novas idéias.
Regras comuns da
etiqueta de discussão formal:
1) Argumentos devem ser deduzidos logicamente. Mas a dedução não deve usar uma lógica muito direta.
2) Ataques pessoais (contra-argumentações ironicas, interrompimento da argumentação do outro...) devem ser evitados. De preferência, amenidades pessoais devem ser estimuladas.
Quanto a regra 1, o que é a lógica senão uma imposição arbitrária e bastante passional sobre a geração de idéias? E não atua ela como um disfarce para a arbitrariedade final dos axiomas sobre os quais se apoiam as argumentações?
Já a regra 2 tem consequencias e contradições mais severas. Ela implica que os participantes da discussão não devem ter sentimento de posse sobre suas idéias, o que é obviamente contra evidências empíricas, pois o que é uma discussão senão uma batalha por poder sobre o outro? (Qual seria o problema de ironias se não houvesse o sentimento de posse?...).
Principio da Balança
Algumas pessoas creem numa espécie de
principio da balança: só se pode conseguir algo através de esforço. Quanto mais valioso o objetivo, mais esforço ele deve requerer. O esforço é para essas pessoas, de fato, a medida do valor. Sucesso e esforço devem estar equilibrados na balança. Tais pessoas chegam a criar dificuldades artificiais em seus caminhos só para satisfazer esse príncipio.