segunda-feira, março 11, 2002
 

Intuição [Escrito em 18.06.01]

Quando se fala em intuição, geralmente faz-se associação com precognição, sexto sentido e outras coisas místicas. No entanto, existem formas muito mais simples de se entendê-la, ou defini-la, sem precisar recorrer a esses artifícios metafísicos.

Para analisar o processo intuitivo, faz-se útil considerar a seguinte situação: uma pessoa está numa encruzilhada, tendo dois caminhos para escolher e nenhuma informação ou motivo racional para optar por um deles. Ela então tem um “pressentimento” de que deve optar pelo da direita.

É uma hipótese plausível admitir que esse pressentimento advém de uma análise subconsciente das características das duas opções (Por exemplo, o caminho da esquerda podia ter um leve odor, associado a uma má lembrança da pessoa, fazendo com que ela inconscientemente preferisse o da direita).

Nada mais simples que definir intuição como essa análise subconsciente, que leva em conta o conjunto e a inter-relação de memórias parciais e pequenas características das diversas opções.

Partindo dessa definição, a principal vantagem da intuição consiste na possibilidade de se chegar, através dela, a conclusões que levam em conta inúmeros detalhes, o que seria demasiadamente complicado através de um raciocínio formalmente estruturado, pois este depende da memória consciente para armazenar suas etapas intermediárias.

Por outro lado, a intuição não se permite uma verificação; não há como saber se o processo intuitivo não considerou nenhum detalhe prejudicial para uma conclusão correta.

A intuição é freqüentemente usada no terreno das relações sociais (amor e desconfiança à primeira vista...) e isso se deve à imensa quantidade de características que um ser humano está apto a captar, mas não a processar racionalmente, de outro. O conjunto de todas essas características pode-se definir como “Aura”, assim simplificando novamente mais um conceito freqüentemente encontrado em discussões místicas.

As hipóteses feitas acima sobre intuição e aura sugerem que outros fenômenos místicos possam ser olhados como exageros românticos e metafísicos de processos perfeitamente naturais à espécie humana. 
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Dammerung
O Crepusculo.

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