O Fim
Declaro encerrado este Blog.
Após 346 posts, distribuídos ao longo de 3 anos, o crepúsculo finalmente chega ao fim. O principal motivo é justamente o tamanho que o blog estava adquirindo associado ao sistema de publicação do Blogger. Quanto maior o Blog, mais lenta se torna a publicação. Uma hora ou outra a situação ficaria insuportavelmente lenta, então aproveitei a conjuntura atual pra começar logo um Blog novo.
A conjuntura atual inclui diversas transições. Eu finalmente me formei e supostamente coisas na minha vida devem mudar por causa disso. Então nada melhor que eu um novo blog pra acompanhar os novos tempos. Seja bem-vinda a
Aurora.
Império Inka: o Retrono
Na última sexta-feira voltei da viagem de 38 dias que fiz com o Rudolf e o Tilão por Peru e Bolivia! A viagem foi sensacional! Valeu muito a pena!
Já disponibilizei na InterNet uma seleção de 149 fotos, de um total de 1020, no
YahooFotos. Em breve, umas 3 semanas, o diário de viagem também estará digitalizado e disponibilizado no meu site, na seção "Trips > Império Inka"...
Cama Elástica no Clube
Hoje fui pular na cama elástica do clube de campo. Enquanto as crianças brincavam e eu não pude podia pular, troquei umas idéias de manobras de DevilStick com uma criança de 8 anos... Depois, enquanto eu pulava, conheci uma outra que está fazendo Kung-Fu Shaolin do Norte, memso estilo que eu praticava... Cama Elástica é muito bom...
O Albergue Espanhol
I just watched the very great french-spanish movie
L'Auberge Espagnole! It's about some Erasmus students from different countries, who share an apartment in Barcelona. Their situation, their stories and the way their stories are told is so funny, tragic and real... I think it's specially interesting for anyone who likes traveling and student exchanges...
Tsunamis
An australian friend of mine, John, was traveling in Asia and was caught by the Tsunamis... But he is okay, alive and
relatively unhurt, only minor cuts and bruises.
Nature can be so powerful...
Presentes de Formatura
Devido a minha formatura, ganhei alguns presentes interessantes: 3 livros (
Principles of Neural Science, do Kandel,
Liquid Love, do Zygmunt Bauman, e
Finnegans Wake, do James Joyce...) e uma FlexBall (Bola de Fisioterapia para alongamento)...
Mais um Blog de Viagem: Império Inka
O Blog da viagem a Peru e Bolívia já está configurado... Pode ser visto na seção "Trips" do meu site.
Lotus Fraktal Tree
Crazy Family in Menger Fraktal
Novo Apê
Agora que me formei, terei que sair do H8 e morar na cidade, enquanto farei mestrado no ITA.
Vou morar com o Juci, o Flávio (Zilão) e o Raposo, em um apê muito legal, enorme e próximo do CTA!!! Vai ser um upgrade incomensurável com relação à qualidade de vida do H8...
Peido Invertido
Hoje consegui uma proeza ao defecar. Contraí meu abdomen fortemente para ejetar as fezes o mais rápido possível e dessa forma criei um vácuo no meu intestino. Aí "peidei" gerando ruído enquanto o ar entrava, em vez de sair, para preencher o vácuo. É claro que eu fiz tudo isso por acaso, sem querer...
Formatura!!!
A formatura foi ontem!! Foi muito legal! Agora já sou engenheiro! O Baile foi bizarro... a gente ficou lá até 6:30 da manhã! Minha família é toda muito doida!! Depois tentarei contar mais detalhes!
Identity
If you're looking for a good mystery, puzzle, psychological and metaphysical movie, try
Identity (Identidade).. It has very interesting secret behind everything...
Bug in the Site Layout
There's currently a bug in my site. The layout is not working because the CSS file is not found. So everything appears white, instead of black, and the headers and text styles are also wrong... I plan to fix this in 2 weeks, when I will have a better InterNet connection and I apologize for the inconvenience...
Esperando a Formatura
Agora só falta ficar esperando pela formatura, que ocorrerá daki a uma semana! E durante essa semana a galera pretende comemorar muito...
ITA is Over
The last test and the last exercise lists were delivered this afternoon. I'm not attached to ITA anymore... I have been feeling so lightly free and empty in a nice way...
Poder sobre si mesmo
Muitas vezes, quando uma pessoa deseja muito poder sobre os outros, é porque ela tem pouco poder sobre si mesma.
Meta-ética: algumas discussões sobre os paradigmas éticos e suas origens psicológicas
O ensaio "A Constituição do Campo Ético", do professor José Eduardo Marques Baioni, está claramente dividido em duas partes. A primeira consiste de uma discussão mais teórica visando a conceituação de Ética e é sustentada com exemplos e comparações das éticas socrática e aristotélica. Já na segunda parte, o enfoque se torna mais prático, ao avaliar algumas das tendências da sociedade contemporânea no escopo da ética. O texto se mostra abrangente o suficiente para permitir a discussão de diversos conceitos de ética.
Como se sabe, as éticas aristotélica e socrática são teleológicas, ou "de bens", uma vez que defendem a existência de um bem supremo, que seria o fim definitivo a ser buscado pela humanidade. Uma das diferenças cruciais entre as duas, no entanto, é a questão da aprendizagem, que é bastante enfatizada no ensaio. Enquanto para Sócrates, o conhecimento do bem é inato, não podendo ser ensinado, Aristóteles acredita que é a prática constante das virtudes, os justos meios entre extremos viciosos, que torna o homem bom e que essa prática pode, evidentemente, ser ensinada.
Apesar do foco maior estar na ética teleológica, principalmente na primeira parte do texto, notam-se também traços de outros paradigmas éticos, discutidos com menos profundidade. O paradigma utilitário, por exemplo, em que uma ação é considerada boa quando maximiza a satisfação da coletividade, se faz presente quando o autor critica a tendência de identificação da ética contemporânea com a deontologia de Jeremy Bentham.
Quando o ensaio questiona qual o melhor critério para avaliar uma ação, se é a concordância com os costumes vigentes ou se é a intenção que levou à ação, ele toca na questão da importância do conceito de autonomia do indivíduo na ética, o que lembra a ética formal kantiana e seu conceito de imperativo categórico, que serve como um instrumento para o indivíduo decidir autonomamente sobre o valor ético de suas opções de ação.
Dentre esses paradigmas da Ética estudados, não me identifico totalmente com nenhum deles. Alguns me parecem conter falhas de lógica, enquanto outros assumem premissas fortes demais ou são incompletos.
No utilitarismo, me atrai a idéia de ser voltado a maximizar resultados, satisfação ou benefícios, mas ele simplesmente não me parece uma teoria ética completa, uma vez que se esquiva da pergunta fundamental: "O que é o bem? Quando uma ação é boa?". O utilitarismo responderia algo como: "é bom aquilo que maximiza a satisfação resultante". E isso só serve para reformular a pergunta fundamental: "O que é satisfação? Quando uma ação traz satisfação?". Para se completar e responder a pergunta, o utilitarismo precisa inevitavelmente recorrer a outros paradigmas.
Da ética formal, a idéia mais interessante é justamente a formalização, que a torna bastante análoga à Matemática e permite construir conclusões de forma bem estruturada e lógica, conferindo segurança às discussões. O problema das éticas formais costuma ser suas premissas fortes demais e não necessariamente universais. Portanto, suas conclusões também não podem ser universais, como se deseja em Ética. Na ética kantiana, por exemplo, me parece que há dois pontos fracos:
* O imperativo categórico só conduz a resultados universais, se todos os indivíduos tiverem a mesma cultura e os mesmos costumes. Em ambientes multi-culturais, o imperativo categórico pode ser até não-prático, por poder conduzir a situações conflituosas.
* A vida humana é assumida como um valor fundamental por premissa. Esse valor, no entanto, não é universal, como se nota, por exemplo, ao estudar civilizações que adotam sacrifícios humanos ou teorias utilitaristas modernas que não diferenciam seres humanos de animais.
Ao paradigma teleológico também falta universalidade. A determinação de um bem supremo é sempre arbitrária e relativa à cultura. Uma comprovação disso é a existência de inúmeras teorias teleológicas que se diferenciam geralmente pela escolha desse bem supremo, como o eudemonismo, o idealismo, o hedonismo, o epicurismo, o estoicismo, a ética socrática, a ética platônica e a ética aristotélica.
O foco do texto nas éticas de Aristóteles e Sócrates me instigou a pensar mais amplamente sobre as éticas teleológicas, especificamente no que se refere a necessidade que as pessoas têm de estabelecerem fins para si mesmas. O estabelecimento de um fim provavelmente serve para preencher o vazio existencial angustiante advindo da condenação Sartreana a ser livre.
A maioria das pessoas, por medo ou por desejo e instinto de pertencer ao rebanho, simplesmente adota como fim aquilo que é ditado pelos costumes e dogmas da época. Outros, formando um segundo grupo de natureza normalmente mais racional, acabam se identificando com alguma teoria ética, mesmo inconscientemente, a partir da qual extraem direta ou indiretamente seus fins.
No entanto, por serem arbitrários, os fins não passam de ilusões. As pessoas tentam se convencer de que as ilusões são reais ao tentar provar pra si mesmas que as conclusões éticas deduzidas e os fins buscados são universais. Convencer-se da universalidade dos próprios valores e fins auto-impostos também é uma forma de se sentir confortável por acreditar fazer parte do rebanho, ou pelo menos de um rebanho idealizado.
Para o ser humano não basta, no entanto, preencher seu vazio com um fim. É preciso que esse fim seja bom e, ainda mais importante, que ele seja melhor que o dos outros. Do desejo de poder sobre os outros, surge então a necessidade de dividir maniqueísticamente as ações em boas e ruins. Só com uma divisão de valores assim, um homem pode se sentir superior e mais virtuoso que outro. A discussão ética também precisa ser vista, portanto, como um instrumento de poder. Se faz necessária uma meta-ética, uma filosofia que avalie a necessidade psicológica gera a necessidade de discussões éticas.
Assim como Zaratustra, eu também me indago se seria possível existir um terceiro grupo de pessoas, Übermenschen, que conseguiriam compreender o vazio, viver sem fins e estar além do bem e do mal.
The End of ITA
My time in ITA is getting over. Only about 27 days left! And still a lot of works, tests and similar stuff to do...
Bureaucracy
Ah... I can't stand the bureucracy for Ph.D. and M.Sc. anymore...
Final Work Presentation
My final work presentation was this morning... Finally I'm free from it. One less thing to do to reach the end of ITA...
The presentation was the worst I have ever done in my life... Several things happened to disturb me:
- Only 30min were allocated for the presentation. And it is simply impossible to present everything in so little time. I had to cut very interesting parts of the presentation.
- The beginning of the presentation was 40min late.
- I had to present to 5 examiners, instead of only the normal 3...
- Some friends of mine wanted to watch the presentation and one of them kept smiling all the time.
- The examiners talked a lot while I presented.
All this kept taking my concentration away... So it was difficult to keep logical, non-repetitive explanations... It was terrible.
Reversi for Palm
After some days and nights of work, I finished programming the game Reversi in Java J2ME, which runs in Palms and Mobile Phones... In the end, I'm surprised by how good and interesting it became. As soon as I get a good InterNet connection, I will put it in the Software Section of my site for download...
Reversi is a very interesting game with very simple rules. These rules, however, make the game quite complex.
Encontro Musical
O Encontro Musical desse ano foi muito bom!! Está ficando a cada ano melhor e esse ano teve um fluxo de caixa muito positivo! A galera do
DepCult é muito foda!
R$3000,00 Stipendium Verlieren
Ich habe ein Stipendium von R$3000 verloren... Das wäre von der Unternehmen Tenaris-Confab und man würde R$1000 pro Monat (für Studenten, die im letzten Jahr von ITA, Poli und UnESP wären) verdienen, um nichts zu machen... Aber am Ende haben sie keine Letztes-Jahre Studenten genohmen. Vieleicht waren alle und ich schlecht im Interview, aber es ist auch möglich, dass sie von letztem Jahr aufgegeben haben. Sie haben dann das Stipendium nur für 7 4.Jahren und 8 3.Jahren Studenten gegeben.
O Homem-Árvore
Na frente do CTA mora um mendigo. Sempre que passo correndo por lá, para ir à Ginástica Olímpica, ele está parado em pé e imóvel junto às árvores da praça, praticamente como se fosse mais uma delas. Sempre me pergunto o que passa pela cabeça dele...
Por um Sentido na Vida (Redação para Aula)
Para o homem religioso, os dogmas, mandamentos e crenças impostos lhe conferiam sentido à vida, livrando-o da angústia da escolha. Para o homem contemporâneo, no entanto, para o qual deus está morto, a vida sob as sombras ilusórias dos dogmas e crenças não é mais satisfatória. O homem se torna cego relativamente a essas ilusões, dá conta da sua liberdade e passa a se perguntar sobre o sentido da vida. Ele precisa aprender a viver novamente, como os cegos do “Ensaio sobre a Cegueira” de Saramago.
De início, nessa primeira liberdade, em que se é livre da religião, os homens tendem a buscar a satisfação de todos os seus desejos, sem mais se sentirem restritos pelo bem ou pelo mal. Sucumbem ao canto das sereias, como alguns dos viajantes companheiros de Ulisses, do épico de Homero..
Alguns, como Ulisses, percebem que a satisfação imediata dos desejos enfrenta o sério problema da insaciabilidade dos desejos, que também aprisiona e aniquila a individualidade. Parece ser preciso conquistar uma segunda liberdade, aquela em que se é livre de si mesmo, dos próprios desejos, para descobrir ou inventar um sentido para a vida.
Após a constatação da necessidade dessa segunda liberdade, há uma tendência a um refluxo da superação do bem e do mal. O homem, que havia superado a imposição de um sistema de valores dogmáticos, passa a querer conceber seu próprio sistema de valoração do que é certo e errado ou tenta descobrir um sistema que julga absoluto, universal e racional. Ele busca uma auto-imposição que interdite seus desejos. Na ética de Kant, por exemplo, se verifica no imperativo categórico essa necessidade de autonomia do sujeito, a qual fica também bem representada quando Ulisses pede para ser amarrado ao mastro para interditar seu desejo de ir de encontro às Sereias ou quando os cegos de Saramago precisam reaprender autonomamente a viver.
Esse refluxo de auto-imposição de valores e interdição de desejos, no entanto, não deixa de ser um desejo do indíviduo de inventar novas sombras ilusórias para se confortar. A interdição de desejos também é um desejo e esse paradoxo mostra a inconveniência de se querer a interdição. Alguns poucos seres humanos percebem esse paradoxo, não conseguem se iludir ou são fortes demais para se deixar limitar por auto-imposições. É talvez o caso, por exemplo, de Buda, que renunciou à sua vida de ascetismo e interdição para supostamente atingir o Nirvana, ou do conceito de Übermensch de Nietzsche. Esses poucos são fortes o suficiente para viver sem convicções sobre o sentido da vida e sem divisões bipolares que limitam a unidade ilimitada de seus potenciais.
A intransferível tarefa do homem de dar sentido à vida talvez seja fútil. Talvez a tarefa mais relevante seja perceber e superar o desejo de dar um sentido que não existe.
Autonomia na Ética (Redação para Aula)
O texto do professor Renato Janine Ribeiro comenta o livro “Os Dez Mandamentos da Ética”, de Gabriel Chalita, levantando a interessante e paradoxal questão da autonomia do indivíduo em decisões éticas. Ações heterônomas desses indivíduos, decorrentes da aplicação automática dos mandamentos desse livro, assim como de qualquer outro código de ética, possuiriam valor ético?
Com notável influência kantiana, o professor Ribeiro procura responder que apenas as ações decorrentes de uma reflexão autônoma não-imposta sobre o bem e o mal, sobre o certo e o errado, têm valor. Não basta que uma ação esteja em conformidade com o dever; para ser considerada boa, ela precisa ter sido feita por dever. Sua predileção pela exclusividade da autonomia na ética parece ter estreita relação com outro conceito por ele apresentado: a opacidade do mundo.
A complexidade e o caos do mundo contemporâneo torna difícil para um indivíduo a previsão das conseqüências de suas ações. O futuro é portanto opaco. Isso torna indesejáveis avaliações éticas baseadas em resultados, sendo preferível avaliar uma ação por sua intenção. Como uma ação heterônoma é imposta e portanto desprovida de intenção, não poderia ter valor ético. Decorre então da opacidade que a autonomia seria necessária à Ética.
No entanto, a autonomia também possui alguns inconvenientes práticos. Como as pessoas possuem culturas, ambientes e origens diferentes, suas reflexões provavelmente resultarão, por exemplo, em diferentes valores éticos para uma mesma ação. Não há garantia, portanto, que um grupo de pessoas refletindo autonomamente atinja um sistema único de valores, o qual seria útil para que o grupo convivesse em harmonia. A falta de imposição de uma conduta também condena as pessoas à uma liberdade de escolha que provoca uma angústia que nem sempre é suportada.
Há ainda uma dificuldade de se avaliar uma ação simplesmente pela sua intenção, que advém da impossibilidade de se conhecer as reais intenções de uma pessoa ou mesmo de si próprio, uma vez que os seres humanos são bastante competentes em interpretar fatos e ações da maneira mais lhes convém, enganando-se e criando suas próprias sombras pra tentar tornar suas cavernas platônicas mais confortáveis.
A questão da imposição de um código ético se apresenta então como um dilema, uma vez que tanto a imposição quanto a autonomia do indivíduo apresentam inconvenientes que tornam difícil a escolha. Uma possibilidade de solução para o dilema seria o estabelecimento de escopos de validade para códigos impostos, o que garante a autonomia do indivíduo fora do escopo, ou a elaboração de códigos flexíveis, que permitam a autonomia limitada por restrições.
Uma segunda possibilidade de solução advém da constatação de que toda a discussão para definir as ações como boas ou ruins advém do desejo do ser humano de se sentir bom e poderoso. Uma vez superado esse desejo, o ser humano estaria forte o suficiente para viver uma existência unificada: não bipolarmente dividida entre bem e mal, mas sim além destes.
O que nos faz Humanos
Ao longo do tempo sempre quisemos encontrar caracteristicas que diferenciassem os seres humanos de outros seres.
No comeco, inventamos que eramos feitos a imagem de um Deus. Depois pensamos que so nos eramos inteligentes ou conscientes...
Atualmente, parece que a moda e pensar que apenas nos teriamos a capacidade de interditar desejos, o que e claramente um erro. Basta observarmos, por exemplo, a capacidade de nossos animais de estimacao de interditar seus desejos de defecar dentro de casa apos serem punidos algumas vezes. Nos tambem aprendemos a nos interditar por reforco e punicao, embora estes possam ser mais complexos que os dos animais.
Society and Self
Sometimes I see society as a force that divides and conquers our selves. It wants us to fit in predetermined models, carreers, styles, groups and psychological types... It divides our time into infinetely many responsabilities and predefined desires, so we lose control and awareness. We lose our freedom, it conquers and limits us.
I hope I can still resist for a long time and maintain the unity of my thus unlimited self...
Contemporary Art Exibition
Saturday was the opening of the Salao de Arte Contemporanea de Piracicaba, the last art expo my mother will be organizing, because she is happily retiring.
Specially interesting was a work with a camera and a television, which recreated a kind of infinetely repeating mirror images with weird properties... I will try to post a photo of it here soon.